Engenho-Atual-pq

Destilado de cana-de-açúcar típico do Brasil, ainda que muitos países sul-americanos produzam uma bebida semelhante sob o nome genérico de aguardente. A cachaça é uma invenção do tempo da colonização portuguesa no Brasil. Nos antigos engenhos de cana-de-açúcar, o refugo da produção era dado aos animais e escravos, Estes, às vezes, deixavam a borra de melaço fermentar por alguns dias, criando assim a primitiva cachaça.

COLHEITA

A cana é uma planta da família das gramíneas, parente do bambu e muito rica em açúcar, colhida em seu estágio mais doce; é moida para extrair a garapa que vai direto para os grandes tonéis e, em seguida, para a fermentação.

FERMENTAÇÃO

A fermentação da garapa é feita de forma bem lenta. As leveduras utilizadas nessa fase são sempre naturais,  como fubá de milho fresco.

DESTILAÇÃO

A destilação é feita em alambique de cobre, com água fria e fogo bem manso, bem brando, alimentado com lenha . A destilação se desdobra em três etapas:
1. A fração chamada de “cabeça” – cerca de 5 a 10% do destilado total – contém a maior parte do metanol e parte de aldeídos e álcoois superiores.
2. O “coração” – que corresponde a cerca de 80% do destilado total – é a parte boa para envelhecer.
3. A “cauda” – ou “água fraca” – corresponde a cerca de 10 a 15% finais do destilado total.

ENVELHECIMENTO

A cachaça então vai descansar por um período. Quando são envelhecidas, usam-se tonéis de madeira, que podem ser de Carvalho, Jequitiba Rosa, Balsamo, Umburana, Sassafráz  ou outras madeiras de lei. Também podem ficar com frutas, folhas, cascas e outras especiarias que acrescentaram seu sabor para comporem um novo paladar.